Como Sair do Brasil Sendo Pobre
Esse é um post sobre como sair do Brasil sendo pobre.
Um tempo atrás, quando o Brasil estava sob outra direção, estava olhando o Google Trends pra descobrir o que vocês andavam procurando saber sobre o au pair e achei essa frase no topo do top 5! Então resolvi vir aqui responder… quem escuta o nosso podcast Como Faço Pra Ser Au Pair sabe o quanto somos fãs desse programa! Ele realmente mudou nossas vidas (a minha 3x!). Mas não é pra todo mundo… então aqui vão idéias adicionais para você que também quer saber “como sair do Brasil sendo pobre”.
Como se mudar para o exterior sem dinheiro
Mudar de país pode parecer um sonho distante para quem tem poucos recursos, mas é muito mais possível do que parece. Eu sei disso porque, muitos anos atrás, eu era exatamente essa pessoa com pouco dinheiro mas grandes sonhos. Sempre quis morar fora! Passei a adolescência colecionando panfletos de intercâmbios e me perguntando se um dia teria a chance de viver essa experiência. Hoje tenho três diplomas de universidades estrangeiras, dupla cidadania (sem casar!) e tudo começou com o meu primeiro ano como au pair.
De programas econômicos a oportunidades criativas de trabalho, há muitas formas de transformar o sonho de morar no exterior em realidade. A seguir estão opções práticas e acessíveis para mostrar que é possível se mudar para outro país com pouco dinheiro e ainda ganhar experiências valiosas no processo.
Torne-se uma au pair
Ser au pair é uma das formas mais baratas de viver no exterior. Esse programa de intercâmbio cultural permite que você more com uma família anfitriã em troca de cuidar das crianças e ajudar com tarefas leves da casa. Em troca, você recebe hospedagem, alimentação e uma bolsa semanal. Eu fui au pair três vezes em países diferentes e posso garantir: mudou minha vida.
Países que oferecem programas de au pair: Alemanha, França, Estados Unidos e Holanda são alguns dos destinos mais populares.
Benefícios: baixo custo de vida, imersão cultural e oportunidade de melhorar o idioma.
Plataformas como AuPairWorld e GreatAuPair são ótimas para encontrar famílias anfitriãs.
Nos Estados Unidos, as taxas de agência e visto podem ser um pouco mais altas, mas ainda assim são muito menores do que o custo de um intercâmbio estudantil. Além disso, você ganha um salário semanal e não precisa pagar aluguel nem alimentação.
Na Europa, se você decidir repetir a experiência em outro país, muitas vezes o único custo é o valor de uma passagem de trem, ônibus ou avião — às vezes, apenas £10 te separam de um novo país!
Se quiser saber mais sobre como foi a minha aventura como au pair nos EUA, Alemanha e Inglaterra, escute o nosso podcast Como Faço Pra Ser Au Pair. Não só conto a minha história como temos vários episódios só de dicas pra te ajudar a ser au pair também além de entrevistas com au pairs pelo mundo!
O podcast está disponível em todas as plataformas como Spotify, Amazon, YouTube, Apple e afins.
Cuide de casas ou animais (Housesitting e Petsitting)
O housesitting é uma opção incrível para quem quer viajar gastando pouco. Em troca de cuidar da casa ou dos pets de alguém, você ganha hospedagem gratuita.
Como funciona: cadastre-se em plataformas como TrustedHousesitters ou Nomador, crie um perfil e se inscreva para oportunidades no destino desejado. Existem também grupos de Facebook para house e petsitting.
Melhores destinos: Reino Unido, Espanha e Austrália costumam ter muitas oportunidades. Eu lembro de um anúncio no México anos atrás que até hoje penso que devia ter aceitado!
Custos: geralmente apenas uma taxa anual de adesão à plataforma.
Além de economizar com hospedagem, o housesitting permite viver como um morador local. Eu faço isso há alguns anos para a mesma família e adoro. Não posso ter cachorro no momento, mas passo várias vezes por ano em uma casa linda cuidando dos melhores cães do mundo.
Programas de trabalho e viagem
Os programas de Work and Travel são perfeitos para quem quer trabalhar e explorar outro país ao mesmo tempo.
Programas populares:
- Visto Working Holiday: disponível em países como Austrália, Nova Zelândia, Alemanha, França, Argentina e Canadá, permite trabalhar em empregos temporários enquanto viaja.
- Trabalho sazonal: em fazendas, estações de esqui ou acampamentos de verão.
Esses programas geralmente exigem alguma economia inicial para taxas de visto e viagem, mas o dinheiro que você ganha costuma ser suficiente para se sustentar durante a estadia.
Organizações como a BUNAC ajudam com oportunidades e orientações sobre vistos.
Voluntariado internacional
Ser voluntário no exterior é uma forma significativa e acessível de viver uma nova cultura. Muitos programas oferecem hospedagem e alimentação em troca de algumas horas de trabalho.
Tipos de voluntariado:
- Projetos ecológicos: reflorestamento e conservação de animais em lugares como Costa Rica e África do Sul.
- Projetos comunitários: ensinar inglês ou ajudar em comunidades locais em países como Tailândia ou Peru.
Plataformas confiáveis incluem Workaway, HelpX, WWOOF e Worldpackers.
Ensine inglês como segunda língua
Ensinar inglês é uma das formas mais rentáveis de morar no exterior. Países como Coreia do Sul, Japão e China oferecem ótimos salários, acomodação gratuita e até reembolso de passagens.
Requisitos:
- Diploma universitário (em qualquer área)
- Certificado TEFL (Teaching English as a Foreign Language), altamente recomendado. Eu fiz o meu pela TEFL.org e gostei muito. É 100% online e você estuda no seu passo. As aulas em vídeo me lembraram de quando eu mesma era aluna e o quanto gostava de aprender inglês.
Eles também têm blog, podcast e canal no YouTube com dicas, vagas e notícias.
Onde procurar vagas: sites como Teach Away e Dave’s ESL Café listam oportunidades no mundo todo.
Escolha países com baixo custo de vida
Outra forma de economizar é escolher destinos mais acessíveis, onde seu dinheiro rende mais.
Destinos acessíveis:
- Sudeste Asiático: Vietnã, Indonésia e Tailândia são famosos entre expatriados pelo baixo custo e comida deliciosa.
- Leste Europeu: Bulgária, Geórgia e Romênia combinam cultura, segurança e preços baixos.
Esses lugares permitem viver com qualidade e aproveitar uma vida confortável mesmo com orçamento limitado.
Vistos para nômades digitais
Se você trabalha remotamente, os vistos de nômade digital são uma excelente opção. Eles permitem viver legalmente em outro país sem precisar de um contrato de trabalho local.
Hoje em dia existem mais ou menos 67 países que oferecem visto de nômade digital ou algum parecido. A lista completa (em inglês) eu tenho aqui no meu site de viagem.
Destinos populares:
- Portugal: o visto D7 é ideal para freelancers e quem tem renda passiva.
- Croácia: oferece residência temporária de até um ano para trabalhadores remotos.
Trabalhar online em um país com custo de vida mais baixo é uma maneira cada vez mais comum de morar fora com pouco dinheiro. Só lembre de pesquisar sobre o impacto local e agir com respeito às comunidades que te recebem.
Bolsas de estudo e programas universitários
Estudar fora pode ser uma forma acessível de se mudar para outro país. Muitos lugares oferecem bolsas ou mensalidades baixas para estudantes internacionais.
Países com ensino acessível:
- Alemanha: muitas universidades públicas têm ensino gratuito ou de baixo custo, até para quem não é europeu. É permitido trabalhar meio período durante o semestre e o passe de transporte já está incluso na taxa de matrícula.
- França: o sistema de alternância (trabalho e estudo) é muito procurado.
- México: ensino acessível e uma comunidade vibrante de estrangeiros.
Busque plataformas como DAAD (na Alemanha) e The Scholarship Hub (no Reino Unido) para bolsas e dicas de inscrição.
Trabalhos remotos e freelancing
Se você já atua em uma área que permite trabalho remoto, mudar de país pode ser tão simples quanto fazer as malas.
Profissões mais comuns: redatores, designers, profissionais de marketing e desenvolvedores de software.
Países populares: Portugal, México e Bali (Indonésia) têm grandes comunidades de nômades digitais.
Economize antes de ir
Mesmo com todas essas opções acessíveis, é importante ter alguma reserva para custos inesperados.
Eu, por exemplo, tenho uma conta separada no Monzo chamada “travel fund”. Carrego nela apenas o valor que quero gastar no mês e deixo ativada a função que arredonda os gastos — o troco vai para outra “poupança”. É o meu cofrinho digital.
Se você está no Reino Unido e quiser abrir uma conta no Monzo e ainda ganhar £5, use o meu link e nós dois ganhamos!
Se não estiver no Reino Unido, recomendo o Wise — um dos melhores cartões de viagem. Ele facilita o uso em várias moedas, basta carregar o saldo. Aqui está o link que isenta a taxa da sua primeira transferência até £500.
Dicas para juntar dinheiro:
- Defina uma meta mensal de economia
- Venda o que não usa mais
- Faça trabalhos extras e guarde esse dinheiro para a viagem
Mudar de país sem dinheiro não só é possível, como pode ser uma das experiências mais recompensadoras da sua vida. Seja cuidando de crianças como au pair, ensinando inglês ou trabalhando remotamente, há inúmeras formas de viver no exterior sem gastar muito. Com planejamento e criatividade, o sonho de morar fora pode se tornar realidade.
Esse foi um post sobre como sair do Brasil sendo pobre.
